segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Interestelar, de Christopher Nolan

Esse é um filme que eu realmente estava ansiosa pra ver. Não por eu gostar do Nolan, ou algo do gênero. Mas pelo o que as pessoas mais próximas falavam dele.
Se você procurar mais textos sobre o filme, vai ser que muitas vezes ele é comparado ao 2001- Uma Odisséia no Espaço, do Kubrick.
Pude entender essa comparação, mas ainda sim não acho que ela deveria ser tão radical.
Kubrick tenta criar em 2001 toda uma maravilhamento reflexivo, intrigar, perturbar e nos deixar realmente confusos. E eu acho que o Universo é tudo isso mesmo, uma perplexidade incompreensível.
Em contrapartida, Nolan de adentra muito em explicações, muitas vezes desnecessárias, e eu, e acredito que mais pessoas, como leiga, ficava flutuando nessas partes do filme, afinal, eu não entendo nada sobre relatividade.

Terra, num futuro indeterminado, onde uma praga infesta plantações e a alimentação se torna escassa, onde antigos engenheiros tem de se tornar fazendeiros para poder atender uma demanda universal (vou tentar não me alongar muito, porque não quero dar spoilers).

Num determinado momento, o protagonista, Cooper, vivido por Matthew McConaghey, descobre que a NASA, está trabalhando clandestinamente na construção de naves para a exploração de um buraco de minhoca localizado próximo à Saturno, para a exploração de planetas possiveis de serem habitados, e coincidentemente Cooper é um ex-astronauta, e é convocado para essa missão, e fica no dilema de ficar e proteger sua familia e "salvar" a raça humana.

Como eu disse antes, o diretor muitas vezes se prolonga em explicações científicas, tirando um pouco do brilho do filme, mas encaixando elementos como amor e fé em teorias de Kip Thorne, físico norte-americano membro do Instituto de Tecnologia da Califórnia, um dos maiores estudiosos da teoria da relatividade.
Não sei nada muito a fundo de teoria da relatividade, então, eu não sei o quanto ele se utilizou de "licença-poética" pra fazer o filme.
Sei que na minha visão terreal das coisas, percebi algumas formulas muito piegas pra construção do roteiro do filme, mas que agrada um grande número de pessoas, e fazendo psicologia, dá pra entender bem isso ahsuhsuhas

Catucando um pouco aqui pela Internet, descobri que o roteiro escrito inicialmente apenas pelo irmão de Nolan, Jonathan, era pra ser dirigido por Steven Spielberg, por isso é possível encontrar cenas tipicamente spielberguianas, como a cena do drone, onde ele tenta mostrar ali não um fato muito importante do tema central do filme, mas criar laços e empatia pelos personagens. Spielberg afastou-se do projeto, deixando-o nas mãos de Christopher Nolan, que começou a modificar o roteiro, ainda com a ajuda de seu irmão e Thorne.

A direção de arte e a fotografia do filme são maravilhosas, então, quem tiver acesso, recomendo assistir numa fala de IMAX, que sem dúvida, faz muita diferença.

Definitivamente um filme que vale ser visto, tanto pela sua maravilhosa direção e atuações, como pelo seu trabalho como arte, uma verdadeira viagem. Entreterimento cinematográfico de primeira mas não deixando que ser profundo.

Auf Wiedersehen e até o próximo delírio :)